terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quem de fato é livre Crente ou Mundano ?



Uma das acusações que o cristianismo recebe é a de ser muito cerceador ou repressor. Diz-se que ser cristão ou um crente em Jesus é viver preso, sem qualquer liberdade ou permissão de fazer qualquer coisa que se deseja. Este pensamento diz que o crente está perdendo os prazeres da vida, ela está passando e ele não a está aproveitando. Em resumo a visão deste mundo sobre o crente é que ele é um tolo.

Quando compreendemos o que a Bíblia diz sobre o crente vemos que há um engano claro sobre este pensamento. Há uma pergunta que é muito pertinente sobre esse tema: quem é de fato livre, o crente em Jesus Cristo ou o incrédulo?

Para responder esta pergunta podemos nos valer de vários textos bíblicos, porém vamos usar apenas um versículo. O apóstolo Paulo lidou com o problema da liberdade cristã na igreja de Corinto e quando ele tratou desta questão. Em 1 Coríntios 6.12 está escrito: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. É provável que a primeira parte deste versículo fosse uma referência a um provérbio que estava se tornando popular entre os coríntios e Paulo o usa para ensinar-lhes sobre a verdadeira liberdade em Cristo.

Paulo afirma que todas as coisas são lícitas para o crente; e é verdade, pois todo pecado foi pago por Cristo na cruz. Paulo, entretanto acrescenta que nem tudo o que um crente faz será benéfico para ele. A palavra traduzida em nossas Bíblias como “lícitas” vem de uma palavra grega que quer dizer vantajoso, legal, proveitoso. Paulo está então dizendo que o crente pode fazer todas as coisas, mas nem tudo o que ele faz trará vantagem para ele. Isto não é falta de liberdade, muito pelo contrário, é a verdadeira expressão dela. O que o texto está dizendo é que o crente tem a liberdade de escolher fazer coisas vantajosas do ponto de vista espiritual, e que serão proveitosas para o seu relacionamento com Deus.

Esta é uma liberdade que só o crente tem. Aqueles que não têm Cristo só fazem aquilo que o pecado lhes ordena que seja feito. Jesus disse que eles são escravos do pecado (Jo 8.34). O crente é alguém que é livre para fazer tudo o que quiser. Quando ele faz o que é bom e correto diante de Deus, ainda que isso seja privação de algum prazer momentâneo, ele o faz não porque não foi livre para fazer de outro jeito. O crente o faz justamente porque usou de sua liberdade em Cristo e escolheu fazer o que é certo. Diferentemente, o incrédulo peca porque não tem outra opção, ele é escravo do pecado. Quem é o livre e quem é o escravo então?

Na frase seguinte do versículo Paulo faz outra afirmação interessante. Ele diz que todas as coisas são lícitas ao crente, mas ele não se deixará dominar por nenhuma delas. O crente é alguém que recebeu poder em Cristo para vencer o pecado. A expressão em português “me deixarei dominar” neste texto é tradução do grego que significa literalmente “estar sob a autoridade de”. Paulo afirma que ele não estaria mais sob a autoridade do pecado, ele foi liberto disso.

O crente em Jesus Cristo não tem mais o pecado como senhor de sua vida, ele não é mais escravo do pecado, mas sim de Cristo, que é amoroso, compreensivo, misericordioso e justo. Aqui temos mais uma diferença entre o crente e o incrédulo. É a diferença de domínio. O crente tem Jesus como Senhor, ele está sob o domínio do Salvador. O incrédulo está sob o domínio do pecado e o pecado é injusto, destruidor e enganador.

Enquanto está pecando, o incrédulo pensa que está sendo livre, no entanto ele é tão cego que não vê as correntes do pecado prendendo seus pés, mãos e até mesmo sua mente e boca. Ele está seguindo todas as ordenanças destruidoras do pecado. Em uma paráfrase podemos dizer o que Paulo está afirmando da seguinte maneira: “Eu sou livre em Cristo, por isso posso desobedecer às ordens que o pecado me dá”. Esta é uma liberdade que o incrédulo não tem. Ele está dominado pelo pecado, por isso não consegue deixar de pecar. Ele não é livre para vencer as tentações do adultério, ele não é livre para vencer as tentações da idolatria e da cobiça.

Quando faz estas coisas ele se gaba dizendo que é livre, porém ele não sabe que está sendo um pobre escravo, submisso, fraco, subjugado e obediente às ordens do pecado. Ele não é livre para controlar suas palavras, seus pensamentos, e suas atitudes. Ele pensa que tem domínio sobre estas coisas, mas são estas coisas que o dominam. Ele está preso. Como disse o jogador de basebol americano Jim Bouton: “Você gasta uma boa parte de sua vida segurando uma bola de basebol e no final descobre que era justamente o contrário o tempo todo”. O incrédulo pensa que está dominando quando na verdade está sendo dominado.

Quem é livre então? Quem de fato pode fazer o que é certo e agradável a Deus? Somente você que é crente em Cristo Jesus pode realmente dizer que é livre. Alegre-se, pois se você crê em Jesus, como a Bíblia diz, você é livre da enganosa liberdade do pecado.

Oito Dicas Simples e Práticas para Evangelismo Pessoal



Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. (Romanos 1:16-17)

Eu costumo dizer que o maior poder que Deus coloca em nossas mãos é o poder de salvar vidas por meio da pregação do evangelho, isso se confirma nas palavras do apóstolo Paulo em sua carta aos crentes romanos no capítulo um versículos dezesseis e dezessete. Abaixo algumas dicas simples para quem quiser praticar esta ordenança de Cristo.

1) Ore e peça que Deus lhe dê as palavras certas

“Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; Orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso; Para que o manifeste, como me convém falar." (Colossenses 4: 2-4)

2) Mostre amor, quando falar“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” (I Corintios 13:11)

3) Seja sensível e autêntico“Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto nos éreis muito queridos.”(I Tessalonicenses 2:8)

4) Memorize alguns versículos principais“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (II Timóteo 2:15)

5) Faça uma apresentação simples

“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” (II Coríntios 11:3)

6) Lembre-se de que Deus vai estar usando suas palavras

“Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza; como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.” (I Tessalonicenses 1: 5)

7) Aproveite todas as oportunidades para falar de Jesus

“Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo.” (Colossenses 4:5)

8) Fale com convicção e de forma agradável

“O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumentará o ensino.” (Provérbios 16:21)

Lembre-se: O Espírito Santo é quem convence o homem do pecado da justiça e do juizo! Nosso papel é pregar o evangelho da Salvação. Seja com palavras ou através do testemunho fiel de Cristo em nossa vida!

Que o Senhor Jesus nos ajude e nos abençoe!

O que é Culto Racional?



“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1)

O termo ‘racional’ remete a raciocínio. Parece bastante óbvio. Assim como também, por associação, se entende que somente os seres humanos podem apresentar tal culto, visto que somente eles possuem raciocínio. Os anjos também possuem raciocínio, porém, por natureza não possuem corpo, visto que são espíritos (Hebreus 1:14). Paulo está falando aqui exclusivamente à igreja.

O vocábulo correspondente na versão original o grego “logikên latreian”, ou seja, ‘culto racional’, também pode ser entendido, sem prejuízo, como ‘culto lógico’. De fato, há lógica na racionalidade e vice-versa. Quem acha que essas coisas trazem prejuízo à fé, precisa rever seus conceitos.

O que Paulo está querendo dizer à igreja de Cristo?

Por suas colocações vemos que há uma preocupação do apóstolo em mostrar aos irmãos a necessidade de que se realmente entenda a natureza de tudo isso, no caso, a igreja. Por que estou aqui? Quem me trouxe aqui? O que vim fazer aqui? O que estão me ensinando é verdade? São questionamentos que todos os crentes deveriam se fazer até que encontrassem respostas racionais para todos eles.

O contrário de culto racional é culto irracional. Ou seja, algo que é feito instintivamente, sem critérios ou razões que justifiquem os procedimentos adotados. Em um culto assim é praticamente impossível se seguir o que está escrito: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (I Coríntios 14:40) . É impossível que haja qualquer um dos dois componentes pedidos sem que se entenda a natureza de cada um. E é preciso racionalidade para que isso aconteça. Por isso Deus nos fez diferentes das demais criaturas, ou seja, nos criou à sua imagem e semelhança: para que o adorássemos em espírito e em verdade, conscientes de nosso ato e de nossa missão de adoradores.

O reino de Deus é um reino de decência e ordem. Não há espaço para improvisos de última hora. A construção da arca e do tabernáculo comprovam a mensagem de organização que Deus quer nos ensinar. Até na salvação haverá ordem (I Coríntios 15:23). Esse é o padrão que deve ser perseguido pela igreja de Cristo. Deus se agrada de uma obra organizada.

Em dias atuais podemos identificar como grande adversário desse padrão, o excesso de emocionalismo que tem se alastrado no meio cristão. A busca incessante pelo êxtase e pela experiência sobrenatural extrabíblica, a incorporação de ‘anexos’ doutrinários à Palavra de Deus, como se esta não fosse suficiente e os modismos importados recheados de técnicas mirabolantes de quebra de maldições e encontros obscuros são os componentes deste fim de séc. XX e início de séc. XXI. O que não é uma surpresa, Paulo já alertava que essas coisas fatalmente aconteceriam (I Timóteo 4:1).

Nesse caldeirão doutrinário sem consistência – já que não se sustentam biblicamente – as pessoas estão se dirigindo às igrejas sem saber exatamente o que vão fazer por sua espiritualidade. Vão dançar, cantar, aplaudir, gritar, enfim, sem entrar no mérito dessas questões, quase sempre falta o elemento principal: a Palavra de Deus. Entram e saem alegres e exaustas. O problema é: entenderam a mensagem? A palavra que foi pregada edificou suas vidas? Deus falou com elas através de seu evangelho? Se à maioria dessas perguntas as respostas forem algo como “acho que sim”, algo está fora do lugar.

Cultos de estudo são sempre vistos como ‘enfadonhos’ e ‘entendiantes’. Já pensou, passar quase uma hora apenas consultando referências na Bíblia? Que chato, não? Agora observe Neemias 8:3 “E leu no livro, diante da praça, que está fronteira à Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres e os que podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei.” Estudo bíblico das seis da manhã até o meio-dia. Após isso, inclinaram-se, e adoraram o Senhor com o rosto em terra. Que lindo, não?

Uma proposta dessas nos dias de hoje seria impensável. Mas se o trabalho for uma celebração com um nome da moda, aí somente um dia inteiro é pouco. A questão é que não há culto racional sem o entendimento da Palavra. Os ‘avivalistas’ de plantão trocam a bíblia por apostilas preparadas especialmente para direcionar as pessoas para a conclusão que lhes interessa. Seguem o exemplo das testemunhas de Jeová. Alguém já viu um deles evangelizando com uma bíblia em punho? Não, só vão às ruas com exemplares de ‘sentinela’ e ‘despertai’ ou, quando muito, com seus livretos particulares.

Por isso Paulo fala em ‘sacrifício vivo’. Ou seja, sacrifício da vontade da carne para fazer a vontade de Deus. E isso requer dedicação à sua Palavra e não somente àquilo que dá prazer, como por exemplo, ir para um retiro. Requer decência e ordem. Compromisso e organização.

A Imagem diz tudo!

Eliminando o Estresse do Casamento



Os empregadores lutam contra o fato de que mais de 50% da perda de dias trabalhados ocorre devido a problemas ligados ao estresse. Muitas pessoas sofrem em decorrência de sintomas da vida ocupada e sob pressão; elas não conseguem manter um bom desempenho em seus empregos e igualmente são incapazes de fazê-lo no casamento e na vida familiar.

Eventos marcantes da vida atuam como uma enorme fonte de estresse. Quando pensamos nos acontecimentos que nos causam ansiedade nossa tendência é enfatizar o pior, como a falência, a morte ou o divórcio. Estas são as principais fontes de pressão mas não são as únicas. Até mesmo as situações de alegria podem deixar nossos relacionamentos sob pressão e elevar nosso nível de tensão. O nascimento de um bebê, a ida dos filhos para a escola pela primeira vez, ou jovens saindo de casa para a faculdade podem gerar enorme pressão. Um casamento na família pode ser particularmente estressante devido a todos os interesses familiares envolvidos.

O estresse é identificado quando o corpo começa a reagir à tensão constante e começa a desmoronar, o que só acontece após um longo processo de “esgotamento” devido às preocupações diárias. Inúmeros problemas de saúde são associados ao estresse incluindo problemas cardíacos, câncer, depressão, deficiência imunológica, dores de cabeça, perda de memória e obesidade..

Casamentos sob estresse podem ter sintomas semelhantes; quase sempre quando os problemas surgem no relacionamento, eles são um sintoma de tensão e pressão já existente há anos. Os problemas no casamento incluem: ausência de comunicação, solidão, discussões, separação e divórcio. Talvez você sinta pressão em seu casamento, mas não possa atribuí-la aos principais fatores já mencionados. Todavia isso não significa que seu casamento não esteja sentindo os efeitos do estresse.

Um tornado pode atingir uma cidade e causar destruição em poucos segundos, os danos são terríveis e o projeto de reconstrução parece impossível. Igualmente a erosão pode causar devastação num terreno, mas o processo é muito mais lento, é um processo gradual e subterrâneo, mas ao final produz os mesmos resultados.

Controvérsias diárias se não resolvidas podem, pouco a pouco, erodir um relacionamento, pequenas coisas como: meias deixadas no chão, reclamações, o estresse da manutenção do lar e críticas podem, lentamente, causar a pressão no casamento. A pressão pode ser contida por um tempo, mas no fim o refluxo pode ser tanto uma explosão quanto um colapso emocional. Então o que você pode fazer para lidar com o estresse no relacionamento? Observe que nós não perguntamos o que você pode fazer para evitar o estresse. Esta seria uma tarefa impossível no mundo em que vivemos, contudo há coisas que podemos fazer para trazer algum alívio.

Derrotando o Estresse no Casamento

• Diminua o ritmo – identifique as coisas que possam ser ‘deixadas de lado’ e que causem pressão.

• Reserve tempo para conversarem entre si.

• Lembre-se que todas as coisas cooperam para aqueles que amam a Deus.

• Passem tempo como casal, encontrem uma atividade que vocês dois gostem e divirtam-se juntos.

• Resolvam os problemas juntos ao invés de tentar solucioná-lo sozinho.

• Sexo, uma vida amorosa sadia em seu casamento reduzirá o estresse.

• Orçamento – estabeleça um orçamento e viva dentro dele.

• Compreenda que mudanças levam tempo, não tenha metas irreais.

• Durma, você precisa de pelo menos sete horas ou mais para ficar bem.

• Tente identificar as coisas que são as maiores fontes de estresse, uma vez que você conheça os tigres desenvolva estratégias para vencer cada um deles. (Por exemplo, se perder as chaves gera discussão arrume um lugar onde elas sempre possam ser encontradas).

• Todos os dias reservem tempo para orar e ler a Bíblia, juntos.

• Resolva logo os problemas.

• Semeie a semente certa. Ao invés de dizer “Eu não consigo” declare a Palavra de Deus “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”.